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“Tive que forçadamente abrir mão do Z5”, diz Zezé sobre projeto de handebol de praia

  • Foto do escritor: maos-em-jogo
    maos-em-jogo
  • 2 de nov. de 2019
  • 2 min de leitura

Maria José Batista de Sales, mais conhecida como Zezé, é um dos principais nomes do handebol brasileiro. Mesmo longe das quadras, se faz presente no acompanhamento da modalidade. Além de ex-atleta e comentarista, é formada em Educação Física e apaixonada por esportes, e lógico, não poderia deixar que a sua paixão fosse levada junto com o seu suor dos jogos.


Em 2008 iniciou o seu projeto de beach handball - handebol de praia: O Z5 Handebol. Nome criado a partir da primeira letra de seu apelido e número da camisa que vestiu por tantos anos, tanto pela Seleção brasileira quanto pelos times regionais, como por exemplo, o Clube Mauá.


Afirma que a ideia do Z5 surgiu exatamente quando o Mauá passou por perdas financeiras e esportivas. A solução, para ela, foi começar com amigas um grande sonho para competições. “Em 2008 demos início ao projeto com um grupo de amigas que amam o handebol. A escolha pelo handebol de praia se deu por ter um custo menor”, afirma Zezé.

Essa paixão trouxe títulos nacionais para a carreira das jogadoras e para o currículo de Zezé. O Z5 foi Campeão Estadual do Rio de Janeiro nos anos de 2009, 2010, 2011 e 2013. Além disso, o Campeonato Brasileiro de Beach Handebol não ficou de fora dessa lista: Z5 foi campeão da competição no ano de 2008, seu ano de estreia.


Foram inúmeros treinos, jogos, títulos, viagens e comemorações para se ver em uma posição, infelizmente, tão corriqueira com o esporte no Brasil: a falta de incentivos.


“Chegamos ao título nacional, e após 10 anos de existência esbarrei na falta total de incentivos e me vi obriga a parar, pois não tinha estrutura financeira para continuar. Tirava dinheiro de um dos meus empregos e, com a crise, foram extintos alguns projetos no Rio de Janeiro… Tive que forçadamente abrir mão do Z5”, lamenta.


O handebol tem muito potencial em nosso país, mas pouco dele é estimulado e apoiado. Nossas jogadoras precisam sair do Brasil para encontrarem uma oportunidade de viver do esporte? Não é preciso pensar muito para responder essa pergunta…

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