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O handebol e a sua justa atenção europeia

  • Foto do escritor: maos-em-jogo
    maos-em-jogo
  • 28 de nov. de 2019
  • 2 min de leitura

A primeira jogadora brasileira considerada a melhor do mundo no handebol, Alexandra Nascimento (Ale), iniciou a sua carreira de atleta em Vila Velha, no Espírito Santo. Logo se destacou e se mudou para São Paulo, decisão que fez com que seus dons fossem ainda mais aperfeiçoados.


Em pouco tempo de carreira, aos 22 anos de idade, já se destacava e se mudava do seu país de origem. Hoje, aos 38 anos e já consolidada na Europa, Ale foi convidada pelo Mãos em Jogo para fazer um paralelo entre a atenção midiática do handebol no Brasil e no continente Europeu.


Receber bombardeios de informações sobre o futebol é normal para os brasileiros. Temos transmissões de jogos quase que diariamente. E principalmente aos domingos, pois não se falam em outra coisa. Exceto a época de Pan-Americanos e Olimpíadas, nossos outros esportes recebem uma atenção empobrecida. É a partir deste cenário que analisamos a cobertura brasileira do handebol.


Ale explica que o handebol é fortemente televisionado pelos canais locais da Europa, como se fosse o nosso futebol. E destaca que na Hungria, quando o time principal joga, não há transmissão exatamente com o objetivo de os torcedores irem até às quadras e assistirem ao vivo.


Quando voltamos os nossos olhares ao Brasil, a visão é diferente. Ale reconhece a falta de atenção à sua profissão e afirma: “É bem pouco. É bem triste. Infelizmente não temos apoio no Brasil. Com essa crise, dúvida e medo de patrocinar, a primeira coisa que o Governo começa a tirar é o dinheiro do esporte, da educação, da saúde... O esporte nunca tem apoio e o pouco que tem, começam a tirar. Na Europa é diferente.”


Ouça a entrevista na íntegra:

Em 2013, o Esporte Interativo confiou no time feminino e iniciou uma série de cobertura, sendo inclusive o único canal a transmitir o título inédito da seleção de Campeãs Mundiais. A competição televisionada foi acompanhada por aproximadamente nove milhões de pessoas.


Quando não há esse alcance do jornalismo esportivo, os torcedores brasileiros tentam acompanhar via internet, por meio de links ou coberturas caseiras de quem tem acesso aos jogos. É muito comum a filmagem da própria televisão e da tela de computador para subir um 'ao vivo' via Instagram ou Facebook. 


Não falta público. Faltam investimentos por parte das organizações. A fala da Ale causa, ou deveria causar, um alerta: “Aqui as possibilidades são gigantescas. Cuidam muito bem do nosso esporte, eles realmente respeitam e valorizam”, finaliza.

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