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Master Handebol: a união da modalidade

  • Foto do escritor: maos-em-jogo
    maos-em-jogo
  • 5 de dez. de 2019
  • 2 min de leitura

As partidas profissionais ficam no banco de reserva e dão espaço para a titularidade dos jogos Master


Geralmente as atletas profissionais de handebol feminino têm entre 20 e 35 anos de idade. Com o tempo, limitações do corpo humano surgem e a qualidade das jogadas vem se perdendo. O handebol é um esporte que demanda muito esforço físico, e seus treinos são realizados com duração de longas horas acompanhados de até mesmo, musculação.


Não há idade para praticar esportes. Ao se aposentar, é comum que a saudade afete essas jogadoras que por tanto tempo dedicaram a sua vida pelos dribles e gols do passado. Uma realidade para elas é o Master Handebol: uma modalidade de inclusão desenvolvida para os +35 anos de idade.


Um time Master de referência no Nordeste é o Handelada, equipe de Recife que conta com jogadoras de até 62 de idade. Maria Aparecida dos Santos, mais conhecida como Nenega, afirma que a ideia da equipe surgiu entre amigas que eram ex atletas. “O Master veio para resgatar nossos objetivos de vida, de ficar em forma, de ter uma vida mais saudável (...). É uma felicidade plena voltar às quadras, fazer um gol, correr... Coisas que há 20, 30 anos, era o nosso auge. Nós somos capazes”, se orgulha.


Ouça a entrevista na íntegra:


Eva Paula, que jogou no profissional por 25 anos, hoje se dedica às suas aulas de educação física para crianças, escolinhas de handebol para adolescentes, treinamento para jovens universitários e o seu novo hobby: o Master Handebol. Conheceu a modalidade no ano de 2019, quando foi convidada para fazer parte da Handelada. Já participou de duas competições, colecionando mais medalhas e experiências para seu currículo.

“Jogar o Master é achar que as vezes não conseguimos fazer certo tipo de movimento, que fazíamos há anos com muita naturalidade (...). A gente fica ofegante, as pernas ficam bambas, mas o cérebro manda e o corpo obedece, dentro das suas limitações, é claro. O Master é a alegria de reencontrar com amigos, coisa que o handebol nos proporciona”, comenta.


Ouça a entrevista na íntegra:


No Rio de Janeiro, quem também se aventura no Master Handebol é a Daly Mesquita, ex companheira de Eva na Seleção brasileira e no Clube Esportivo Mauá. Depois de se consagrar no Brasil, em 2005 Daly foi jogar na Alemanha, onde se tornou a melhor ponta esquerda do país. Se aposentou das quadras, oficialmente, em 2012.


Atualmente é professora de educação física de crianças de dois à seis anos de idade, mas não abre mão de relembrar os anos passados. “Hoje me aproximei do handebol através do Master (...), é muito legal reencontrar com pessoas que fizeram parte da sua história. Existe uma cobrança: mas que cobrança? É muito bacana!”, avalia Daly.


Ouça a entrevista na íntegra:


 
 
 

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